Pra quem gosta de história é possível dar uma volta no passado em nosso município. A praça Santa Luzia é um bom ponto de partida para entender como tudo começou, fica dentro de uma rotatória (balão) próximo ao centro da cidade. Essa rotatória dá acesso a parte leste da cidade, ao estádio Serra do Lago onde treina a Associação Atlética Luziânia. A rua do Rosário, a qual mantêm o traço arquitetônico histórico com a pavimentação em bloquetes de concreto e em sua extensão casas revitalizadas originalmente construídas por escravos no século XVIII, a Casa de Cultura onde existe um acervo físico de objetos do folclore local e na extremidade da rua a Igreja do Rosário feita para escravos e negros livres, o que a torna mais interessante, pois a sua inauguração foi 119 anos antes da lei Aurea, a igreja é poente, diferente da Paroquia Santa Luzia que tem a porta para o nascer do sol, inaugurada 1767.

Contamos com a Universidade Estadual Goiás – UEG e o Instituto Federal do Goiás – IFG. Para eventos de diferentes tipos temos o projeto de Oscar Niemayer, o Centro de Cultura e Convenções com capacidade para cerca de 400 pessoas e ao lado a Biblioteca Municipal Laiza dos Reis Meireles. Temos o Luziânia Shopping com uma variedade de lojas e um cinema com sala 3D. De braços abertos também temos nossos Cristo Redentor, em menor escala, com uma visão privilegiada de quase toda a cidade, próximo uma feira permanente com produtos naturais e de produtores locais. Nascendo no sopé da serra dos Pireneus o rio Corumbá, Luziânia tem a maior extensão em seu território dos 7 municípios banhados por ele, onde é permitido praticar diversas atividades aquáticas. É possível nos visitar pelo ar, pousando no Aeroporto Brigadeiro Araripe Macedo ou realizar praticas aéreas como o paraquedismo. Para amostras agropecuárias desfrutamos do Parque de exposições Lucena Roriz.

            Luziânia é um município muito populoso, ocupa a quinta posição do estado, ficando atrás da capital, Goiânia. São apenas 60km para Brasília.

 

Por Rafael Dielson.

 

História

 

À procura de novas minas de ouro, o bandeirante Antônio Bueno de Azevedo partiu de Paracatu. Em 13 de dezembro de 1746, enquanto descansava sentado às margens de um córrego, notou que no leito do rio havia pepitas de ouro. No dia seguinte ergueu festivamente um cruzeiro e dedicou as minas e o futuro povoado a Santa Luzia. As minas atraíram tanta gente que em menos de um ano o arraial contava com mais de 10.000 pessoas.

 

A primeira missa foi celebrada em 1746, pelo padre Luiz da Gama Mendonça e assistida por mais de 6.000 garimpeiros. Elevada à categoria de Comarca Eclesiástica em 6 de dezembro de 1758, seu primeiro vigário foi o padre Domingos Ramos.

 

Em abril de 1758 iniciou-se a construção de um rego, denominado Saia Velha, para facilitar a garimpagem. O rego tinha 42 quilômetros de extensão e foi feito em dois anos por milhares de escravos negros.

 

O primeiro núcleo de povoamento já era chamado de Arraial de Santa Luzia em fins do século XVIII.  

 

O arraial foi elevado à categoria de vila em 1º de abril de 1833 e à de cidade em 5 de outubro de 1867. Contudo, foi somente a partir de 31 de dezembro de 1943 que passou a se denominar "Luziânia".

 

 

Em Luziânia também foi executado o último homem livre do Brasil antes da abolição da pena de morte. José Pereira da Silva foi enforcado na chácara São Caetano na "Forca da Mangueira", então vila de Santa Luzia, em 30 de outubro de 1861.